Curso de Sedação
Curso de Sedação

Curso de Sedação

Início:

27 de junho de 2025

Carga Horária:

96h

Periodicidade:

27 e 28 de junho

Dias da Semana:

Sexta-feira e Sábado

Curso de Sedação

a) História do uso da sedação consciente com óxido nitroso:
a.1. A origem do uso do óxido nitroso: O óxido nitroso foi descoberto no final do século XVIII e, inicialmente, utilizado em experimentos científicos e contextos recreativos, onde seus efeitos eufóricos e analgésicos foram observados.
a.2. O desenvolvimento da técnica de sedação: Com o avanço das pesquisas médicas e odontológicas, o uso do óxido nitroso evoluiu para uma técnica de sedação consciente, proporcionando um ambiente controlado e seguro para procedimentos clínicos.
a.3. A evolução dos equipamentos: Os dispositivos de administração passaram por constantes melhorias tecnológicas, incorporando sistemas modernos de controle e monitoramento, que garantem a dosagem correta e a segurança do paciente.

b) Introdução à sedação:
b.1. Conceitos e definições: A sedação consciente é definida como um estado de depressão leve do sistema nervoso central, que permite a manutenção da comunicação e dos reflexos, com o objetivo de reduzir a ansiedade e a percepção de dor durante procedimentos odontológicos.
b.2. Classificação dos métodos de sedação: Os métodos podem ser classificados conforme a profundidade da sedação, variando de níveis mínimos (ansiólise) a níveis moderados, sempre com monitoramento rigoroso dos sinais vitais.
b.3. Sinais objetivos e subjetivos: Os sinais objetivos incluem alterações na frequência cardíaca, pressão arterial e taxa respiratória, enquanto os sinais subjetivos englobam a redução da ansiedade e a sensação de bem-estar relatada pelo paciente.

c) Emergências médicas na clínica odontológica e treinamento em suporte básico de vida (teórico-prático):
A preparação para possíveis emergências é fundamental, envolvendo a atualização constante dos profissionais e a realização periódica de treinamentos em suporte básico de vida, garantindo uma resposta rápida e eficaz em situações críticas.

d) Dor e ansiedade em Odontologia:
d.1. Conceitos de dor e ansiedade: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, enquanto a ansiedade é uma resposta psicológica a situações de estresse. Ambos os fatores podem influenciar negativamente o tratamento odontológico.
d.2. Fobias: Fobias relacionadas ao ambiente odontológico podem complicar o atendimento e, por isso, a sedação consciente é uma ferramenta valiosa para minimizar esses aspectos, facilitando o manejo do paciente.

e) Anatomia e fisiologia dos sistemas nervoso central, respiratório e cardiovascular:
e.1. Estruturas anatômicas envolvidas na respiração: Incluem o nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões, responsáveis pela condução e troca de gases respiratórios.
e.2. Mecânica respiratória e composição dos gases respiratórios: A mecânica envolve a inspiração e expiração, enquanto a composição normal dos gases inclui aproximadamente 21% de oxigênio e 78% de nitrogênio.
e.3. Estágios da depressão do sistema nervoso central: A depressão pode ocorrer em diferentes níveis, exigindo a identificação precisa do grau de sedação para assegurar a segurança do paciente.

f) Avaliação física e psicológica do paciente:
f.1. História médica (anamnese): A coleta detalhada do histórico médico é essencial para identificar possíveis contraindicações e ajustar o plano de sedação conforme as necessidades individuais.
f.2. Exame físico: Inclui a avaliação dos sinais vitais, inspeção visual e funções motoras, possibilitando uma compreensão completa do estado geral do paciente.
f.3. Classificação do estado físico do paciente (ASA): A classificação segundo a American Society of Anesthesiologists (ASA) ajuda na identificação dos riscos e na definição dos protocolos de sedação.

g) Monitoramento durante a sedação:
g.1. Monitoramento dos sinais vitais: A observação contínua da frequência cardíaca, pressão arterial e taxa respiratória é indispensável para detectar qualquer alteração que possa comprometer a segurança do paciente.
g.2. Monitoramento por equipamentos: O uso de dispositivos como o oxímetro de pulso assegura uma avaliação objetiva e em tempo real dos parâmetros respiratórios e circulatórios.

h) Farmacologia do óxido nitroso:
h.1. Preparação e propriedades químicas e físicas: O óxido nitroso apresenta propriedades anestésicas, analgésicas e sedativas, exigindo cuidados específicos em sua preparação e armazenamento.
h.2. Solubilidade e potência: A solubilidade nos tecidos e a potência do gás determinam sua eficácia e a velocidade de início e término dos efeitos sedativos.
h.3. Farmacocinética e farmacodinâmica: Estes aspectos elucidam como o gás é absorvido, distribuído e eliminado pelo organismo, bem como seus mecanismos de ação no sistema nervoso central.
h.4. Ações farmacológicas no organismo: O óxido nitroso atua principalmente reduzindo a ansiedade e a percepção de dor, com um perfil de segurança que, quando bem monitorado, minimiza riscos ao paciente.
h.5. Contra-indicações: São necessárias precauções em pacientes com certas condições médicas, como doenças respiratórias graves e distúrbios psicológicos específicos, que podem contraindicar o uso da técnica.

i) A técnica de sedação consciente com a mistura de oxigênio e óxido nitroso:
i.1. Visita prévia e instruções: Uma consulta preliminar permite ao profissional avaliar o estado do paciente e explicar detalhadamente o procedimento e seus benefícios.
i.2. Preparação do equipamento: Antes do procedimento, todos os dispositivos devem ser verificados quanto à integridade e funcionamento adequado, garantindo segurança na administração.
i.3. Preparação do paciente: Inclui orientações sobre jejum, medicamentos e condições para a realização da sedação, além de uma avaliação prévia do estado físico e psicológico.
i.4. Administração dos gases e monitoramento: A mistura de oxigênio e óxido nitroso é administrada de forma controlada, com monitoramento contínuo dos sinais vitais para ajustar a dosagem conforme necessário.
i.5. Liberação do paciente: Após o término do procedimento, o paciente deve ser cuidadosamente avaliado para confirmar o restabelecimento completo das funções vitais antes da alta.

j) Equipamento de dispensação da mistura de oxigênio e óxido nitroso:
j.1. Tipos de máquinas de dispensação: Existem diversos modelos, que variam de acordo com a tecnologia e a complexidade do sistema de administração.
j.2. Componentes das máquinas: São compostos por sistemas de regulação de fluxo, medição de dosagem e segurança, essenciais para o manejo adequado do gás.
j.3. Cilindros de armazenagem dos gases: Devem ser identificados e diferenciados para óxido nitroso e oxigênio, garantindo a correta mistura e dispensação.
j.4. Componentes para a dispensação: Incluem mangueiras, tubos e conexões que possibilitam a administração segura e higiênica dos gases.
j.5. Máscaras e cânula nasal: São os dispositivos de contato com o paciente, selecionados conforme o perfil e a necessidade do procedimento.
j.6. Equipamentos para remoção ambiental do óxido nitroso: Sistemas de exaustão e ventilação são fundamentais para evitar a acumulação do gás no ambiente de trabalho, protegendo a saúde dos profissionais.

k) Segurança no manuseio do equipamento e dos gases:
Procedimentos rigorosos de manutenção, calibração e armazenamento dos equipamentos, além do treinamento contínuo dos profissionais, garantem a segurança tanto do paciente quanto da equipe.

l) Vantagens e desvantagens da técnica:
As vantagens incluem a redução da ansiedade, o alívio da dor e a minimização dos riscos associados à anestesia geral. Entretanto, é preciso considerar as limitações e contraindicações, além da necessidade de monitoramento constante.

m) Complicações da técnica:
Possíveis complicações podem envolver reações adversas, como hipoxemia, náuseas e, em casos raros, depressão excessiva do sistema nervoso central, o que reforça a importância de uma avaliação prévia e monitoramento rigoroso.

n) Abuso potencial, riscos ocupacionais e efeitos alucinatórios do óxido nitroso:
O uso inadequado do óxido nitroso pode levar a riscos de abuso e efeitos alucinógenos, sendo fundamental a adesão a protocolos rigorosos para minimizar riscos ocupacionais e garantir a segurança dos profissionais.

o) Adequação do ambiente de trabalho:
A infraestrutura da clínica deve atender a requisitos específicos de ventilação, iluminação e espaço, assegurando condições ideais para a realização da sedação consciente e o bem-estar de todos os envolvidos.

p) Normas legais, bioética e recomendações:
A prática da sedação consciente deve estar em conformidade com as normas do CFO 51/2004, respeitando princípios éticos e legais, além de seguir recomendações técnicas que garantam a segurança e a eficácia do procedimento.

q) Prontuário para o registro dos dados da técnica:
O registro completo e detalhado de todos os aspectos do procedimento – desde a avaliação prévia até a liberação do paciente – é imprescindível para a rastreabilidade, qualidade do atendimento e cumprimento das exigências legais e éticas.

Corpo Docente

Dr. Caio Perrella de Rezende - CROSP 61.456
• Cirurgião-dentista;
• Especialista Periodontia;
• Especialista em Harmonização Orofacial;
• Mestre em ciências da saúde;
• Doutorando em clínicas odontológicas;
• Pós graduação em sedação e farmacologia;
• Professor titular do curso de especialização em HOF do INRO;
• Coordenador do curso de Anatomia e Técnicas avançadas de HOF em cadáveres frescos junto à NYU;
• Proprietário do INRO (Instituto Nacional Reabilitação Orofacial).

Dra. Claudia Moraes Queiroz de Rezende - CROSP 75.005
• Cirurgiã-dentista;
• Especialista Odontogeriatria;
• Especialista Saúde Coletiva;
• Mestre em ciências da saúde ;
• Habilitação em sedação inalatoria N2O e enteral;
• Habilitação em Ozonioterapia;
• Coordenadora da Disciplina de Tecnologias da HOF do INRO;
• Coordenadora do curso de Anatomia e HOF avançada em cadáveres frescos junto à NYU;
• Proprietária do INRO (Instituto Nacional Reabilitação Orofacial).

Matricule-se

Documentos necessários para inscrição no Curso:
1. Diploma frente e verso;
2. RG;
3. CRO;
4. Comprovante de Residência;
4. CPF (caso não esteja o número no RG);
Os documentos deverão ser digitalizados em pdf, em um único arquivo, conforme normativa no MEC e CFO.

Aceitos arquivos PDF de até 10MB.